Justiça Restaurativa à Luz da Teoria dos Sistemas Sociais de Nicklas Luhmann
DOI:
https://doi.org/10.58725/rivjr.v2i2.217Palabras clave:
Sistema Penal., Autopoiesis; , Diferenciación Funcional; , Teoría de los Sistemas Sociales; , Justicia Restaurativa;Resumen
O presente artigo investiga a Justiça Restaurativa sob a perspectiva da Teoria dos Sistemas Sociais de Niklas Luhmann, partindo da problemática: “Qual o lugar da Justiça Restaurativa no sistema social estabelecido pela Teoria dos Sistemas?” O estudo tem como objetivo compreender, a partir de uma abordagem estruturalista do Direito, como se configura o sistema restaurativo enquanto subsistema social autopoiético, capaz de operar de forma diferenciada em relação ao sistema penal. Para fundamentar a análise, adotou-se como referencial teórico as contribuições de Luhmann (2016), Zehr (2015), Achutti (2016) e Pallamolla (2009), articulando conceitos centrais como comunicação sistêmica, autopoiese, acoplamento estrutural e diferenciação funcional. Metodologicamente, a pesquisa seguiu o método dedutivo, com abordagem qualitativa, utilizando pesquisas bibliográfica, descritiva e exploratória. A análise de dados foi realizada por meio da técnica de análise de conteúdo, permitindo identificar as funções, limites e possibilidades do sistema restaurativo no contexto social contemporâneo. Conclui-se que a Justiça Restaurativa atua como subsistema periférico ao sistema penal, promovendo soluções desjudicializadas, diálogo interpessoal e restauração de relações sociais, contribuindo para a redução da complexidade do sistema penal e a efetivação de uma justiça social mais humanizada.
Citas
ACHUTTI, Daniel Silva. Justiça restaurativa e abolicionismo penal: contribuições para um novo modelo de administração de conflitos no Brasil. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2016.
BAUMAN, Zygmunt. Tempos líquidos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.
BITTENCOURT, Ila Barbosa. Justiça restaurativa. In: Enciclopédia jurídica da PUC-SP. São Paulo: Pontifícia Universidade de São Paulo, 2017. Disponível em: https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/138/edicao-1/justica-restaurativa. Acesso em: 23 jan. 2026.
BRASIL. Lei 12.595 de 18 de janeiro de 2012. Institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), regulamenta a execução das medidas socioeducativas destinadas a adolescente que pratique ato infracional e dá outras providências. Brasília, DF: Diário Oficial da União.
BRASIL. Conselho nacional de justiça. Resolução n. 225, de 31 de Maio de 2016. Disponível em: https://atos.cnj.jus.br/files/resolucao_225_31052016_02062016161414.pdf. Acesso em: 23 jan. 2026.
MEDEIROS, Josineide Gadelha Pamplona; SILVA NETO, Nirson Medeiros da. Breve histórico da justiça restaurativa no âmbito do poder judiciário brasileiro. Minas Gerais: Ministério Público de Minas Gerais, 2020. Disponível em: https://www.mpmg.mp.br/data/files/1A/07/E9/24/65A9C71030F448C7860849A8/Breve%20historico%20da%20Justica%20Restaurativa%20no%20ambito%20do%20Poder%20Judiciario%20Brasileiro.pdf. Acesso em: 23 jan. 2026.
JAEGER, Odair José. Justiça restaurativa na perspectiva sistêmica de Niklas Luhmann, 2018. Dissertação (Mestrado em Direito). Universidade de Coimbra, Coimbra, 2018. Disponível em: https://estudogeral.uc.pt/handle/10316/85875. Acesso em: 26 jan. 2026.
LUHMANN, Niklas. Complejidad y Modernidad de la unidad a la diferencia. Madrid: Editorial Trotta, 1998.
LUHMANN, Niklas. O direito da sociedade. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 2016.
PALLAMOLLA, Raffaella da Porciuncula. Justiça restaurativa: da teoria à prática. São Paulo: IBCCRIM, 2009.
SANTOS, Cláudia Cruz, A Justiça Restaurativa: Um modelo de reação ao crime diferente da Justiça Penal: Porquê, para quê e como? Coimbra: Coimbra Editora, 2014.
ZEHR, Howard. The Little Book of Restorative Justice. Pennsylvania, USA: Good Books, 2002.
ZEHR, Howard. Justiça Restaurativa. São Paulo: Palas Athena, 2015.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Revista Internacional de Victimología y Justicia Restaurativa

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Los autores que publican en REVISTA INTERNACIONAL DE VITIMOLOGIA E JUSTIÇA RESTORATIVE, preservando sus derechos de autor, otorgan a la Revista el derecho de publicar, bajo la Licencia Internacional Creative Commons Atribución 4.0, que permite a otros distribuir, crear y adaptar su trabajo, así como compartirlo. , incluso en producciones con fines comerciales, siempre que den el debido crédito al artículo y contenido presentado, reconociendo su autoría. Además, los artículos, de sus autores, expresan su punto de vista y no necesariamente la posición oficial de la Revista Internacional de Victimología y Justicia Restaurativa.

