Educação e Silenciamento Feminino no Brasil: Reflexos na Representação Política e na Violência de Gênero
DOI :
https://doi.org/10.58725/rivjr.v2i2.210Résumé
A educação feminina no contexto brasileiro foi historicamente constituída como um instrumento de perpetuação da estrutura patriarcal na sociedade. Partindo da compreensão da educação enquanto fato social, o presente artigo analisa a evolução histórica do acesso feminino ao ambiente educacional sob uma perspectiva sociocultural. Ademais, evidencia os estereótipos de gênero impostos às mulheres desde a infância, além de examinar como os modelos educacionais contribuíram para a formação e manutenção do silenciamento feminino. Em seguida, investiga os reflexos desse processo na atualidade, com destaque para a sub-representação feminina em espaços de poder, bem como para os impactos desse contexto na persistência da violência de gênero. A metodologia baseia-se na análise de dados históricos, legislativos e estatísticos e na revisão bibliográfica. A partir de tal estudo, conclui-se que a superação da violência contra a mulher está diretamente ligada à reestruturação educacional, de modo a romper com os paradigmas de desigualdade de gênero, promovendo a efetiva participação social e o protagonismo feminino.
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