A Crítica com Endereço de Gênero: Mulheres no Poder Entre a Desqualificação e a Resistência
DOI :
https://doi.org/10.58725/rivjr.v2i2.208Mots-clés :
Femmes, Pouvoir, Inégalité, Genre, CritiquesRésumé
A estrutura social binária perpetua a desigualdade de gênero ao confinar mulheres a arquétipos de passividade enquanto reserva o progresso aos homens. Essa mentalidade arcaica ignora a realidade exaustiva da jornada feminina e sustenta barreiras que dificultam o acesso de mulheres a cargos de liderança. Ao ocuparem espaços de prestígio, as profissionais enfrentam diversos mecanismos de deslegitimação que visam minar sua autoridade e competência. Entre essas táticas, há a infantilização, a rotulação emocional e a exigência desproporcional de provas técnicas como formas de opressão. Além disso, o uso de humor hostil e a violência moral são ferramentas para destruir a reputação feminina no ambiente de trabalho. As barreiras estruturais sustentam a desigualdade de gênero no mercado de trabalho brasileiro, destacando como o ambiente corporativo favorece o perfil masculino. O impacto negativo da disparidade salarial e do preconceito contra a maternidade são fatores que frequentemente resultam na exclusão de mulheres qualificadas. Além das dificuldades financeiras, a pressão psicológica constante exige das profissionais uma excelência inatingível para validarem suas competências. Essa vigilância rigorosa sobre a intelectualidade feminina gera um ciclo de exaustão mental e silenciamento criativo. Por fim, a desvalorização sistemática culmina em altos índices de adoecimento psíquico entre as trabalhadoras.
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